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O transporte de animais de estimação está bombando. Por isso, convidamos a jornalista Bruna Quintanilha, autora do blog http://palavradecao.wordpress.com, para fazer um artigo sobre as novidades no transporte dos bichinhos que tanto amamos. Confira as suas dicas.


 

Viajar é sempre uma delícia. Mas explorar novos lugares e culturas ou até mesmo visitar um amigo antigo ou família exige planejamento. Para quem tem animais então o trabalho é redobrado. Quem planeja levar o bichinho durante os dias fora de casa deve estar atento aos cuidados e regras para o transporte de animais.

No último dia 31 de março a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) publicou no Diário Oficial novas regras para o transporte de animais pelas linhas rodoviárias intermunicipais em São Paulo. A partir de agora só podem viajar de ônibus no estado os animais com no máximo 10 kg. Além disso, eles devem ser transportados em uma caixa apropriada e possuir um atestado sanitário emitido por um veterinário até 15 dias antes da viagem. A grande mudança está na tarifa. A nova regra exige que o animal pague uma tarifa integral do trecho pelo assento utilizado pelo bichinho. No caso das aves é necessária uma autorização de trânsito emitida pelo Ibama.

Já quem vai cair na estrada de carro deve garantir que os bichos viagem sempre no banco de trás e com a cabeça dentro do veículo (nada de curtir um ventinho). Eles devem estar em caixas de transportes adequadas ao seu tamanho ou com a guia presa ao cinto de segurança.  Outra alternativa são os cintos de segurança feitos especialmente para cães, que lhes garante mais conforto e podem ser encontrados em pet shops.

Mas, se a viagem for de avião, fique atento e entre em contato o quanto antes com a companhia aérea. Isso porque cada empresa tem regras próprias para o transporte dos pets e a maioria estipula um número máximo de animais por vôo (normalmente dois). Vale lembrar também que todas as companhias exigem a carteira de vacinação do animal, comprovando que as vacinas estão em dia e um atestado de saúde emitido por um veterinário até uma semana antes do embarque.  Segue abaixo as regras para transporte de animais da Gol, TAM e Azul.

TAM

A empresa permite o transporte de cães e gatos tanto na cabine quanto no porão do avião. Na cabine são permitidos animais que pesem, junto com a caixa de transporte 10 kg (esse detalhe é importante porque todas as companhias contam sempre o peso do animal mais o peso da caixa, portanto se o seu pet já pesa 10 kg, provavelmente ele não se encaixará nesse padrão). Se o peso for superior a isso, ele deverá viajar no porão.

São permitidos somente dois animais por vôo, por isso é aconselhável se informar antes de comprar a passagem se tem vaga para o bichinho no mesmo vôo.  O serviço custa R$ 90 mais 0,5% do valor cheio da tarifa multiplicado pelo peso do animal mais a caixa. Mas fique atento, pois o valor cheio da tarifa pode não ser o mesmo que você pagou. Por exemplo, se você pagou R$ 200 por uma passagem promocional, mas o preço cheio do bilhete é de R$ 800, o peso será multiplicado por 0,5% de R$ 800.

Gol

Nesse caso quem é responsável pelo transporte é a Gollog (serviço de transporte de cargas), uma vez que só é permitida a viagem de animais no porão.  Os animais devem viajar em caixas de transporte adequadas para seu tamanho e resistentes (a companhia aconselha fibra de vidro ou plástico rígido). Na Gol também é cobrada uma taxa fixa de R$ 90 mais 1% do valor da tarifa cheia (a mais cara) vezes o peso do animal mais caixa.

Azul

Todos os animais são transportados na cabine, mas só podem viajar aqueles que pesem, junto com a caixa de transporte, no máximo 5 kg. Podem viajar até três animais por vôo e a tarifa é fixa em R$ 100.

 

Por: Sergio Quintanilha às 18h02

Ilha do Papagaio

Como estaria a Ilha do Pagagaio? Faz tempo que não vou lá. Mas, de qualquer forma, gostaria de publicar este texto feito pela jornalista Isabel Reis para a revista Minha Viagem número 3. Os valores não estão atualizados, mas pelo menos serve para você conhecer um pouco do espírito da bonita ilha ao sul de Florianópolis.

Ilhas têm certo mistério. Talvez pelas histórias que lemos na juventude, sobre tesouros enterrados. Pelo solitário Robinson Cruzoé e o seu inseparável Sexta-feira. Por um perseguido Conde de Monte Cristo, que não encontra sua alegria, mas acha riqueza dentro de um baú escondido numa ilha. Ou talvez porque simplesmente sempre pensamos em ilhas como lugares paradisíacos, cheios de paz e de natureza.

A Ilha do Papagaio, a 40 km de Florianópolis, em Palhoça (SC), sempre criou um mistério na minha mente. Há cinco anos tentava ir para lá, mas sempre acontecia algo. E a viagem foi sendo adiada, adiada, aumentando ainda mais a expectativa de lugar mágico. Garantida pela grife de participar do Roteiro de Charme, que sempre mostra hotéis especiais em paisagens especiais, a Ilha do Papagaio apareceu no meu e-mail, sem mais nem menos, oferecendo um pacote para o feriado da Semana Santa. Parecia um sinal! Depois de tanto tempo, estava na hora de ir para lá!

Respondi ao e-mail e a reserva foi feita rapidamente. Muito gentil, a mesma Fernanda Bitencourt que assinava pelo e-mail da promoção, informou sobre as características da ilha: fica muito perto do continente, a 5 minutos de barco. Imaginava uma ilha mais afastada, mas concordei. Fiz reserva pela Gol, dei número do vôo e horário de chegada e uma pessoa contratada pelo hotel me aguardava no aeroporto de Florianópolis (sai de São Paulo). Havia mais alguns hóspedes e todos foram na mesma van. Cruzamos por Floripa, pegamos a BR 101 e seguimos em direção ao sul. Quase uma hora de viagem, apesar dos apenas 40 km mencionados como distância até o local de embarque para a ilha.

Na cidade de Palhoça, saímos da rodovia e seguimos até a Praia do Sonho. Só existe travessia das 8 às 18 horas, portanto, é preciso escolher bem os horários de chegada. Foi curioso, porque a van que nos buscou no aeroporto não tinha nada off-road, ao contrário. Estava carregada e pesada. Entretanto, foi obrigada a encarar um bom trecho de areia fofa, pela praia. Desde a época em que meu pai dirigia sua Rural Willis (a precursora dos Sport Utilities) na Praia Grande, SP, quando criança, não via carros trafegarem pela praia! O pior, é que vários estavam encalhados na areia. O motorista da van quis parar. Como assim? E o que fazemos com as malas? Carregamos nas costas até o tal do barco? No final, enquanto uma onda descia e a nova não chegava, o motorista foi beirando o mar, na areia dura, até o nosso transporte marítimo: um bote minúsculo que transportava cinco pessoas por vez, sem malas!

Comecei a achar que ilhas podem ter menos charme do que sonha a vã imaginação. O transporte do aeroporto até a ilha é pago a parte: R$ 140 por pessoa, ida e volta. Já tinha gastado R$ 800 de passagens aéreas. E os três dias de hotel não eram nenhum absurdo, mas também não ficaram baratos: R$ 1 073,00, em quarto intermediário. A conta estava ficando alta! A simpática Fernanda havia informado que era possível fazer o trecho por mar, desde o aeroporto, mas não abriu indicou: é mais demorado e depende de o mar estar para “peixe”. Depois, descobri que o barco que normalmente faz essa travessia estava quebrado.

Sentei no bote com mais quatro pessoas e fiquei imaginando o que viria depois da curva. Segundo o rapaz que nos recepcionou, o hotel ficava logo ao lado do final da Praia do Sonho. Com maré bem baixa, dava até para cruzar a pé do continente até a ilha. Menos de 5 minutos depois, aparece um visual de bangalôs, bandeiras brancas balançando ao vento e muito verde. Sim, parece ter valido a pena a espera de cinco anos e o investimento na viagem.

São 21 chalés com aparência rústica, mas muito confortáveis: alguns colados uns nos outros, alguns mais afastados, maiores, menores, com varanda e rede, sem varanda e sem rede… Mas, todos de frente para o mar! Ou melhor, para o mar e para o continente, pois dá para ver toda a Praia dos Sonhos, em Palhoça. Também ficamos de frente para muitos pontos na água. Em certo momento, imaginei que eram pássaros. Como não se mexiam, nenhum voava, achei que eram bóias. E eram: existe uma fazenda com criação de ostras e mariscos do próprio hotel. Quem ama ostras, tem o produto vindo diretamente do mar para a sua mesa. Fantástico!

O bote atraca e as recepcionistas já estão ali, na areia, esperando pelos hóspedes.  Não é necessário preencher nenhuma ficha na chegada: isso é feito pela internet, ao efetuar a reserva. Na mesma internet preenchemos um formulário informando sobre o tipo de comida e bebida preferida e se existe alguma restrição a certos alimentos. Fiquei impressionada. Lembrei do Hotel Sheraton de Chicago, que mais parece uma estação de trem. Tão imenso e com uma impressionante população que entra e sai, sem parar. Na Ilha do Papagaio fui chama pelo meu nome desde a recepção.

O lugar impressionou, reforçado pela linda tarde ensolarada. Muito bem decorado, com piscina junto à praia, quiosques e o restaurante principal (para almoço e jantar) de frente para o mar. Sempre existe o cuidado de uma proteção de plástico contra o vento – que pode ser bem forte em certos dias de chuva e de frio. Não dá para esquecer que Santa Catarina têm lugares lindos, como este Parque Nacional da Serra do Tabuleiro, do qual faz parte a ilha. Mas devemos lembrar, antes de reservar a viagem, que a região também está sujeita ao mau tempo que vem do sul. 

A ilha só tem o hotel. E o hotel só possui um único dono: Renato Sehn. Renato, por sinal, apareceu na manhã seguinte, Sexta-feira Santa, do nada, como o Robinson Crusoé da minha história. Usava bermuda e camiseta simples, descalço, e com a pela queimada pelo sol. Perguntou se havia visto as formações arqueológicas de uma antiga tribo que um dia existiu na região. E conversando, sem pressa, mostrou umas marcas redondas nas pedras, onde esses indígenas afiariam as suas facas para a pesca. Interessante!  Nosso Robinson Crusoé moderno entende de marketing e transformou aquele pedaço de terra cercado de mar por todos os lados, num hotel que reúne hóspedes do mundo todo. A ilha, disse Renato, foi adquirida por seu pai nos anos 50. Ele continuou o sonho paterno e foi além: conseguiu manter a paz, mesmo recebendo mais de 40 hóspedes ao mesmo tempo.

Fazendo um tour pela ilha, Renato conta sobre a família: a esposa que mora no continente, a filha que vive fora do país (mas que estava lá, naquele feriado) e o filho que foi criado numa casa de árvore. É verdade: Renato fez uma casinha na arvore, para o filho brincar. Ele cresceu e continuou querendo a sua casa na árvore. Renato ampliou, criou um belo chalé em volta da árvore, que está linda e intacta. Ele demonstra ter uma grande preocupação ecológica.

Todas as pessoas que trabalham na Ilha do Papagaio parecem ter orgulho do que fazem. Muitos garçons, por exemplo, têm curso superior e já moraram fora do Brasil. Conversam sobre tudo: música, política, turismo local e possibilidades de crescimento. Falam também sobre sonhos, como o de lançar uma revista que fale apenas do turismo de Floripa e arredores.

Existem algumas atrações por lá. Em dias calmos, com certeza, pode-se mergulhar: a parte frontal dá uma pequena baia muito calma, protegida pelo continente e de costas para o mar aberto. É possível nadar, fazer caiaque… O outro lado da ilha tem mar aberto, que bate forte contra as rochas. Mas o visual é lindo. Especialmente, fazendo trekking pelas inúmeras trilhas. A do Coqueiro Alto tem uma paisagem incrível, a 64 metros de altura, com visão completa para o poente. Avista-se todo o contorno da Serra do Mar (este pedaço é chamado Serra do Tabuleiro). À direita, temos a visão do sul da Ilha de Santa Catarina, da baía de Naufragados e da Ilha de Araçatuba. E olhando em frente, há o morro do Papagaio Grande (reserva ecológica da Pousada). Enfim, nenhum passeio assustador, com trilhas curtas, de 115 a 270 metros.

Depois da atividade matinal, nada melhor que uma massagem feita num bangalô no meio da Mata Atlântica. Recomendado! E como ninguém é de ferro, é chegada hora de aproveitar a gastronomia. Como entrada, ostras e mariscos. Como prato principal, delícias tradicionais do hotel, como camarão ao bafo com geléia de pimentas, salada de Siri Manga, tudo regado por Loripira (caipirinha com folhas de bergamota macerada). Se sentir falta de shopping center, vá até a lojinha da illha, que oferece roupas esportivas de bom gosto. Ou compre uma jóia para a sua esposa, confeccionada pelo designer Antonio Bernardo.

À noite, depois do jantar, não há programa melhor que olhar as estrelas e escutar o som das ondas batendo na praia. Se preferir tecnologia, há TV no quarto e opções de filmes em DVD numa sala de entretenimento. Também é possível apenas ler um livro, deitado na rede, observando, às vezes, o reflexo das luzes do continente no mar.

Como nem tudo é perfeito, no último dia choveu e o mar arrepiou. O bote fez os seus 5 minutos de percurso com muito mais balanço que na vinda. E, no continente, o filho de Renato levou os hóspedes em uma picape 4x4. Desta vez, a van esperava numa distância segura, longe da areia encharcada.

Ilhas, com chuva, perdem o mistério. Dá vontade de voltar para casa. Só que, os 40 km de distância da volta transformaram-se num martírio: tivemos que encarar o trânsito pesado do retorno do feriadão. O povo de Florianópolis também procura por outras praias! Foram mais de duas horas para percorrer tão curto percurso de Palhoça até o aeroporto de Floripa.

No final, entre perdas e ganhos, fica o seguinte: o lugar é lindo, com excelente atendimento. Mas é uma viagem cara. A fantástica gastronomia, por exemplo, tem o seu preço. E ele é bem alto. Contando a passagem aérea, o transfer, as diárias e mais a comida e bebida (que são à parte), a viagem ficou em cerca de R$ 2 500 por pessoa para três dias. É o preço da exclusividade.

Bem, valeu a pena gastar tal importância? Tudo vale a pena, se a alma não é pequena.

Por: Sergio Quintanilha às 19h56

Páscoa divertida no Paradise

Conheci na semana passada o Paradise Golf & Lake Resort, em Mogi das Cruzes, SP. Ok, vamos combinar que a cidade não é nenhum pouco turística, mas posso garantir que o resort é muito bom. Comida boa, espaço amplo, quartos modernos e superconfortáveis, atendimento simpático e eficiente. E uma ampla área de diversão. Com uma vantagem para quem mora em Sampa: fica  pertinho da capital paulista.

Uma dica que eu gostaria de passar sobre o Paradise Golf & Lake Resort é o pacote Páscoa Divertida. Entre os dias 21 e 24 de abril, o resort oferece diárias de R$ 473 por pessoa, sendo que duas crianças até 11 anos não pagam nada. O preço pode ser dividido em até 6X sem juros no cartão de crédito. Não é barato, eu concordo, mas, se você quiser surpreender seus filhos pequenos e ainda relaxar bastante, fica a dica. A Páscoa Divertida do Paradise terá oficina de ovos de Páscoa, chegada do coelho da Páscoa e entrega dos ovos, oficina de brigadeiro para crianças e festa do preto e branco, entre outras atrações.

O Paradise possui 418 apartamentos e suítes muito confortáveis. A estrutura de lazer é ótima. Tem campo de golfe profissional com 18 buracos, um enorme lago para esportes aquáticos, três amplas piscinas, kid's club com piscina infantil, 13 quadras de tênis, sendo nove de saibro, quadra poliesportiva, dois campos de futebol society, passeios a cavalo, fitness center e ciclovia com 5 km de extensão.

As mulheres devem adorar o Spa Homare Aroma & Terapia, com rituais indianos, rituais de massagens, rituais de beleza corporal, rituais de beleza facial, rituais energizantes e banhos de ofurô.

Indicado especialmente para convenções, o Paradise também tem até um heliponto. Como se vê, é coisa de primeira.

Reservas podem ser feitas pelo telefone (11) 4795-4100 ou pelo e-mail reservas@paradiseresort.com.br.

Por: Sergio Quintanilha às 19h07

Veja o Brasil na Copa América

Você acredita no Mano Menezes e na nova geração da Seleção Brasileira? Eis uma chance de reviver um pouco do clima da Copa do Mundo de 1978, disputada na Argentina. Vem aí a Copa América 2011. O torneio de futebol mais importante da América do Sul será disputado entre os dias 1 e 24 de julho e será uma ótima oportunidade para ver bom futebol na terra dos hermanos.

A Ambiental Turismo, que faz parte da Torcida Brasil em conjunto com TAM Viagens e Top Service, divulgou hoje seus pacotes de cinco dias e quatro noites para o evento. Os pacotes reúnem os atrativos do país vizinho e levam os turistas aos jogos da Seleção Brasileira. Os dois primeiros jogos do Brasil serão disputados em La Plata, pertindo de Buenos Aires, num estádio para 36 000 pessoas, (foto) e o terceiro em Córdoba, num estádio para 57 000.

Serão três roteiros oferecidos: Futebol & Tango (primeiro jogo do Brasil ou partidas de quarta-de-final ou final, com city tour em Buenos Aires), Futebol & Vinho (para os jogos das semifinais em Mendoza com passeios em vinícolas) ou Futebol & Parilla (em Córdoba, para assistir ao segundo ou ao terceiro jogo da Seleção Brasileira e apreciar um parillada, além de city tour na capital argentina).

Os jogos

1a fase

Brasil x Venezuela (3 de julho) - Saída no dia 2 de julho - Local: La Plata

Brasil x Paraguai (9 de julho - Saída no dia 6 de julho - Local: La Plata

Brasil x Equador (13 de julho) - Saída no dia 10 de julho: Local: Córdoba

Quartas-de-final

Jogo a ser definido (16 ou 17 de julho) – Saída a definir - Local: Córdoba ou San Juan.

Final

Jogo a ser definido (24 de julho) – Saída a definir - Local: Buenos Aires

Curiosamente, a Ambiental não divulgou saídas para o jogo semifinal, que, no caso do Brasil, seria disputado no dia 20 de julho, em Mendoza. Os preços partem de US$ 1 202. Mais informações no site http://www.ambiental.tur.br.

Por: Sergio Quintanilha às 22h24

Teste de voo - Frankfurt/São Paulo - Lufthansa

Voo: LH 506

Rota: FRA/GRU (03/03)

Avião: Boeing 747-400

Matrícula: D-ABTD (foto)

Peso na decolagem: 374 200 kg

Combustível: 141 000 kg

Passageiros: 266

Classe: executiva

Termino aqui a série de testes de voo do meu recente giro pela Europa. Assim como na ida, a volta foi no Jumbo da Lufthansa. A primeira coisa que se nota no voo de volta é o embarque. Como eu viajava de executiva, pude esperar na sala VIP da Star Alliance. Só que, ao contrário de Guarulhos, o aeroporto de Frankfurt tem vários lounges. Para simplificar: saí da sala VIP direto para a porta do avião; sensacional. Sentado na janela 11A, preparei-me para curtir o longo voo de volta.

Após a longa corrida para decolagem, o que sempre dá um certo receio, afinal estávamos pesando mais de 374 toneladas, sendo 141 toneladas só de combustível, o Boeing 747-400 "Tango-Delta" ganhou os céus e imediatamente apontou em direção a Paris. Havia um vento de causa impressionante, o que nos fez voar a mais de 1 000 km/h, a 31 000 pés de altitude. Quando atingimos 32 000 pés, voando a 1 068 km/h, já sobre o mar, o jantar foi servido. Comecei com uma salada Cesar acompanhada de vinto tinto chileno. Aliás, devo comentar que o horário dos voos da Lufthansa são perfeitos, tanto na ida quanto na volta. Neste voo de retorno, o jantar foi servido quando eram 20 horas no horário brasileiro. Com bonitos talheres de inox e pratos de porcelana, a executiva da Lufthansa é de alto padrão.

Depois de 1h40min de voo, o Jumbo fez uma curva à esquerda e a velocidade caiu um pouco, mas ainda estávamos a notáveis 1 000 km/h no través de La Coruña, à esquerda. Sobrevoando o Atlântico, o comandante apontou a proa para Açores, um arquipélago português, voando a 32 000 pés. Por sairmos um pouco da rota do vento, o imenso "Tango-Delta" reduziu um pouco a velocidade, para 948 km/h. Depois do jantar, a comissária me ofereceu vários digestivos. Acabei aceitando um cálice de vinho do Porto.

Durante a madrugada enfrentamos turbulência moderada, o que obrigou o comandante a fazer um desvio para a direita. Melhor assim, para quem sabe do que aconteceu com o Airbus A330 da Air France quando o comandante decidiu enfrentar a tempestade. Entramos no Brasil sobrevoando Fortaleza. É sempre um conforto, na volta, saber que já estamos sobre o Brasil. Afinal, se houver necessidade de um pouso de emergência, temos ótimos aeroportos até São Paulo: Fortaleza, Recife, Salvador e Confins, para citar os que estão na rota ou próximos dela.

O café da manhã foi servido após passarmos o través de Salvador (à esquerda). Optei por ovos, salsicha, batatas, pães, geleia, iogurte e suco. Voando a 36 000 pés, novamente estávamos acima de 1 000 km/h, mais precisamente a 1 057 km/h. O serviço de café da manhã foi encerrado quando restava uma hora de voo. Nessa altura, a velocidade era bem menor: 857 km/h. Faltando 20 minutos para o pouso, no través de Poços de Caldas, MG, o Jumbo fez uma longa curva à esquerda e iniciou a descida, pegando a proa de São Paulo a 892 km/h.

Para quem não sabe, vale a informação de que no céu também existe limite de velocidade. Por isso, a 20 km do aeroporto, nossa velocidade havia caído para apenas 361 km/h. Isso acontece devido ao tráfego aéreo em algumas regiões. Pra variar um pouco, o céu estava encoberto em São Paulo. A 12 km do aeródromo, o comandante baixou o trem de pouso, que conta com 18 rodas. na aproximação final, que é quando o avião já está na proa da pista, nossa velocidade caiu para 296 km/h. Faltando 7 km/h para o toque na pista, o comandante reduziu a velocidade do Jumbo, que voara a mais de 1 000 km/h no início da viagem, para apenas 274 km/h. Às 6h19 o "Tango-Delta tocou suavemente a pista secundária de Guarulhos. Sete minutos depois, a aeronave estava totalmente parada e com os motores desligados para o desembarque. Dali, o avião ainda seguiria viagem para Buenos Aires, antes de fazer o caminho de volta para a Alemanha. Felizmente, mais uma vez consegui a foto do próprio avião da minha viagem para ilustrar o post aqui no blog.

Só como dica, devo dizer que, tanto na ida como na volta, utilizei o serviço do Airport Bus, saindo de Congonhas e depois voltando para lá. Custa apenas R$ 30 o trecho e o ônibus é bem confortável. Muito melhor do que ficar dirigindo no trânsito pesado da Marginal do Tietê ou pagar uma fortuna por um táxi.

Reserva: 10

Check-in: 10

Embarque: 10

Serviço de bordo: 8

Aeronave: 10

Entretenimento: 8

Conforto: 9

Comissários: 10

Pontualidade: 10

Milhagem: 10

Nota do voo: 9,5

Por: Sergio Quintanilha às 23h10

Teste de voo - Genebra/Frankfurt - Lufthansa

Voo: LH 1221

Rota: GEN/FRA (03/03)

Avião: Boeing 737-300

Matrícula: D-ABXT (foto)

Peso na decolagem: 48 500 kg

Combustível: 6 000 kg

Passageiros: 79

Classe: executiva

Este foi um voo de conexão, daqueles que você já nem presta tanta atenção, tamanha a vontade que tem de pegar o avião que finalmente o levará de volta para casa. Na Europa, a classe executiva dos voos regionais não passa de uma mesinha colocada no assento do meio. Portanto, em cada fileira viajam apenas quatro pessoas; duas na janela, duas no corredor. Se o conforto não é lá essas coisas, o serviço de bordo é superior. O Boeing 737-300 da Lufthansa partiu com 79 passageiros e 48 500 kg, sendo 6 000 kg só de combustível, em direção aos Alpes. O serviço de bordo teve salada e vinho tinto colombiano, uma surpresa. Depois de 30 minutos de voo, o avião já iniciou a descida rumo a Frankfurt.

Ele estava na proa de Stuttgart e fez uma curva à esquerda para voar em direção a Frankfurt. A aproximação no aeroporto de Frankfurt foi bem legal, pois estávamos voando a favor do vento (o que nos obrigaria a fazer uma curva de 180 graus para pousar). Portanto, com os aviões em fila descendo e fazendo uma curva à direita para a aproximação final, pude ver pelo menos três aeronaves em rota.

Dentro do possível, tenho procurado postar fotos dos próprios aviões em que viajei. É o caso deste Boeing 737-300 "X-Ray-Tango".

Reserva: 9

Check-in: 7

Embarque: 9

Serviço de bordo: 7

Aeronave: 8

Entretenimento: 3

Conforto: 7

Comissários: 8

Pontualidade: 9

Milhagem: 10

Nota do voo: 7,7

Por: Sergio Quintanilha às 00h17

Genebra

Pode até ser caro ir até Genebra e se hospedar lá. E é. Mas, uma vez estando na cidade, não custa nada admirar suas melhores paisagens: o Lac Léman, com seus barcos, pássaros e uma fonte com jatos de água de 140 metros de altura, bem como as ruas de pedra da Cidade Velha e a Catedral de Saint Pierre, uma das mais importantes na Reforma Protestante de Martinho Lutero no século 16. Os passeios podem incluir desde uma visita à sede europeia da ONU até as lojas que vendem os melhores relógios do mundo. Ou, se preferir, os melhores chocolates do planeta.

Genebra é um charme. Vou muito para lá porque a cidade abriga anualmente um dos maiores salões de automóveis do mundo. Então, ao longo dos anos, pude descobrir bons hotéis, admirar o relógio de flores perto da ponte que une as "cidades" nova e velha, comer em ótimos e caros restaurantes, mas também pude me proporcionar pequenos prazeres. Uma sugestão é comprar alguma coisa para comer, uma garrafa de champanhe e fazer um piquenique a dois na margem do lindo lago Léman. Dependendo de onde você estiver, além do lago terá a vista do Mont Blanc, o maior pico dos Alpes.

Prefere passar uma tarde bebendo um champanhe francês e saboreando alguns petiscos? Nesse caso, sugiro o bar do Hotel Le Capitole (Rue de Berne, 15).

Quer um tradicional almoço suíço? Indico o restaurante La Perle du Lac (Rue de Lausanne, 126), que oferece vista para o lago. Estive lá recentemente e pude provar um delicioso Tartare de salmão com ervas, salada primavera e tábua de parmesão na entrada, Assado de vitela ao molho estragão, cenoura em óleo de oliva e maçã como prato principal, acompanhado de vinho tinto Pinot Noir. Na sobremesa, chocolate e sorvete de framboesa.

Genebra também tem muita gente que fala português, tanto lusos quanto brasileiros. Quem mora lá chama a cidade de Geneve, ou Geneva. Aliás, o que não falta em Genebra são estrangeiros. Por abrigar a sede das Nações Unidas, nada menos de 38% de sua população é estrangeira. Mas, apesar disso, a cidade mantém seu jeito assim... meio suíço, meio francês.

Não existe voo direto do Brasil para Genebra. A Swiss, por exemplo, voa até Zurique com o ótimo Airbus A340, de quatro motores. Entretanto, como uma conexão será mesmo obrigatória, você pode escolher qualquer companhia aérea que opere em qualquer capital europeia, pois todas têm vários voos para lá. Genebra também é ponto de partida ou chegada de lindos passeios de trem. Um dos roteiros margeia o lago Léman até Lausanne. Se o seu negócio é viajar de carro, também dá: além de passar pelo túnel do Mont Blanc, você estará pertindo de charmosos lugarejos da França ou da própria Suíça.

Como se vê, Genebra é uma espécie de centro do mundo. Vá e divirta-se.

Por: Sergio Quintanilha às 23h01

Teste de voo - Estocolmo/Genebra - EasyJet

Voo: U2 1573

Rota: ARL/GEN (01/03)

Avião: Airbus A320

Matrícula: HB-JZL

Peso na decolagem: 63 063 kg

Combustível: 8 500 kg

Passageiros: 152 + 1 bebê de colo

Classe: econômica

Fazia tempo que eu queria voar pela EasyJet, uma das companhias low-cost/low-fare mais conceituadas da Europa. Esta oportunidade chegou no primeiro dia de março, quando viajei de Estocolmo para Genebra. Quando soube que eu voaria de EasyJet, um amigo do Twitter falou cobras e lagartos sobre a companhia. Até o jeito de pilotar o avião foi criticado. Mesmo assim, peguei o meu bilhete da EasyJet sem preconceito.

Apesar de minha passagem ter sido comprada pela Fiat, que submeteu alguns carros a teste de jornalistas na Europa, pude ver como funciona desde a reserva. O site é bastante amigável e não tem segredo. Quanto mais distante é o dia da sua viagem, mais barato será o seu bilhete. Mas com uma diferença: ao contrário da brasileira Gol, que entrou para ser low-cost/low-fare e só manteve a parte low-cost, na EasyJet é possível encontrar passagens realmente baratas. O bilhete mais barato no trecho Estocolmo/Genebra é de 24,99 euros, mas ele pode custar até 249,99 euros.

O check-in no aeroporto de Arlanda, Estocolmo, foi um péssimo tipo de "boas-vindas". Havia duas funcionárias fazendo o check-in, e uma delas provavelmente estava num dia ruim, pois dificultou a vida de vários passageiros, foi grossa ao comunicar que só aceitava uma mala por pessoa e transformou sua colega, que simplesmente trabalhava corretamente, numa espécie de santa. Vendo o que sofriam os demais passageiros, quase todos mudaram para a fila da boazinha. Eu, inclusive.

Um atraso de 58 minutos na partida completou a má impressão inicial. A bordo, entretanto, as coisas funcionaram melhor. O avião era um Airbus A320, igual aos da TAM no Brasil, matrícula HB-JZL. Nosso "Zulu-Lima" decolou de Arlanda pesando 63 063 kg, sendo 8 500 kg somente de combustível. Para minha grata surpresa, o espaço para as pernas é generoso, certamente mais confortável do que estamos acostumados no Brasil com TAM e Gol.

Ah, mas antes de falar do voo quero explicar o sistema de malas e de assentos da EasyJet. Cada passageiro tem direito a despachar apenas uma mala de 20 kg, de qualquer tamanho, e carregar uma mala de mão pequena a bordo. E isso causa a maior confusão, pois passageiros viajando juntos podem ter uma mala com 32 kg e outra com 8 kg e despacham, enquanto um passageiro desacompanhado só pode despachar uma de 20 kg. Claro, ninguém vai deixar de voar sem a mala. Mas a situação tem que ser resolvida no ato. A pessoa encarregada do check-in suspende o embarque do passageiro enquanto ele não for ao guichê pagar a multa. Cada quilo extra acima de 20 kg custa 12 euros. E cada mala extra custa 15 euros na reserva ou 30 euros no aeroporto. Não sai barato.

Uma vez feito o check-in, o passageiro é avisado de que se trata de um voo com "assentos livres", ou seja, quem entrar primeiro no avião escolhe os melhores lugares. Mas a história não acaba aí. Se quiser ter o direito de entrar antes na aeronave, o passageiro pode pagar uma taxa de 7,50 euros. Bem, umas 20 pessoas pagaram a tal taxa de Speedy Boarding, de forma que, estando na posição 20 da fila de embarque, o máximo que eu conseguiria era ser o 40.o passageiro a entrar no avião. Para além do pessoal que comprou o Speedy Boarding, havia ainda a prioridade para quem estava com crianças.

Como eu já disse, gosto sempre de viajar na frente e na janela. Já estava conformado com um lugar ruim no fundão da aeronave quando, milagre, ao pisar no avião vi o assento 1A, o primeiro da esquerda, vazio. Estavam ocupados os assentos 1B (meio) e 1C (corredor). Perguntei para a aeromoça se o lugar estava vago. Estava; sentei ali, feliz.

Mas foi por pouco tempo. Para economizar espaço, a EasyJet eliminou aquele módulo que separa a porta da primeira fila. Assim, o tal assento 1A era um mico, pois ficava espremido entre o 1B e a coluna da porta, mal dando para aproveitar a janela. A única vantagem era poder esticar as pernas. Irritado, dei uma olhada para trás e tive outra surpresa: o assento 2F (janela do outro lado) também estava vazio. Mudei para lá e voei muito mais feliz.

Atrasado, o avião subiu como um foguete para a altitude de cruzeiro, sem dar a mínima trégua para os motores. Com 30 minutos de voo, começou o serviço de bordo, que, evidentemente, é pago. Mas, olha, vou dizer, é bem honesto. Melhor embarcar sabendo que terá de pagar por uma bebida ou comida de boa qualidade do que esperar alguma coisa boa e ganhar uma barrinha de cereal. Havia um catálogo a bordo, chamado Boutique & Bistrô, com opções de saladas, lanches, petiscos e bebidas leves e alcoólicas, além de produtos em geral. Paguei 5 euros por um bom vinho tinto suíço e 2 euros por uma garrafinha de água de 90 ml. Justo.

Não existe nenhum tipo de entretenimento a bordo, a não ser a janela do avião, a revista de bordo e o catálogo de preços. Fui então pesquisar os preços. No voo da EasyJet, você pode comprar desde um travesseiro de viagem Samsonite, por 4 euros, até uma filmadora Sony Bloggie, por 167,50 euros. Mas o produto mais legal que havia era um walkman da Sony, por 38,50 euros.

Normalmente eu não gosto de revistas de bordo, mas gostei da EasyJet Traveller, que tem boas 196 páginas e formato parecido com o da National Geographic, menor, claro, para economizar papel...

Durante o serviço de bordo, voávamos no través de Copenhague, à direita, num avião novo e limpinho, com comissários atenciosos. Em resumo: antes de embarcar, não gostei da EasyJet, mas, uma vez dentro do avião, achei ela tão boa quanto qualquer outra. Durante o voo, o Airbus "Zulu-Lima" descontou um pouco o tempo perdido "por razões técnicas" (vai saber quais...), mas chegamos ao destino com 46 minutos de atraso, o que lhe valeu uma nota 5 em Pontualidade.

Avaliação do voo

Reserva: 9

Check-in: 2

Embarque: 6

Serviço de bordo: 7

Aeronave: 10

Entretenimento: 2

Conforto: 8

Comissários: 10

Pontualidade: 5

Milhagem: 0

Nota do voo: 5,9

Por: Sergio Quintanilha às 18h04

Estocolmo

Estocolmo não está entre as capitais favoritas dos turistas na Europa, mas tem uma ligação sentimental eterna com o Brasil. Foi na capital sueca, no Estádio Raasunda, em 1958, que a seleção de Pelé, Mané e Didi deu um basta em nosso "complexo de cachorro vira-latas", como bem observou Nelson Rodrigues. Estive em Estocolmo no final de fevereiro e comprovei: apesar de estar parcialmente coberta de neve, a cidade é linda e surpreendente.

A primeira impressão sobre Estocolmo não é das melhores. O aeroporto de Arlanda é feio e pequeno. E o caminho entre ele e o centro da cidade passa por paisagens industriais, o que não é grande coisa em termos de beleza. Mas basta prestar atenção que as virtudes de Estocolmo saltam à vista. Para começar, o caminho entre Arlanda e o centro pode ser feito em apenas 20 minutos num trem especial que serve o aeroporto.

Estocolmo tem 14 ilhas, e cada uma delas conta uma tradição. A cidade tem muita história e lugares interessantes para visitar, como a Ilha das Bruxas, o Elevador Katarina, o Palácio Real, a Igreja de Högalid e a Cidade Velha. Uma das grandes atrações é o passeio de barco, pois a capital sueca na verdade é um arquipélago. Estocolmo também é a sede do Prêmio Nobel, que tem um museu lembrando os feitos que mudaram a história da humanidade nos útimos 100 anos.

Nesta rápida viagem, entretanto, dediquei meu tempo para conhecer o Vasa Museet, todo ele construído em torno de um Galeão que naufragou em 1628.

Mandado construir pelo rei Gustavo Adolfo, o galeão Vasa tinha uma missão pouco modesta: ser o orgulho da Suécia. Entretanto, por ironia do destino, o navio afundou logo depois de sua viagem inaugural, em 1628. Mas o galeão era tão alto, e as águas tão rasas, que o mastro do Vasa ficou "espetado" no mar, para observação de todos os navios que passavam por Estocolmo. Sentindo-se envergonhado e furioso, o rei mandou serrar o mastro para que o Vasa não deixasse registro de sua triste história.

Entretanto, depois de passar 333 anos sob as águas, o Vasa foi resgatado e se transformou no único barco conservado do século 17. Ele tem mais de 700 esculturas talhadas e sua madeira, o que lhe deu um status de tesouro artístico. Mesmo que você não goste de navegação, vale a pena visitar o Museu Vasa. O trabalho que foi feito para a retirada do galeão do fundo do mar, bem como sua reconstrução, está contada em detalhes num dos museus mais surpreendentes do mundo. Até mesmo as faces das vítimas encontradas no navio afundado foram reconstruídas!

Abaixo, coloco algumas fotos e recomendo: se for a Estocolmo, inclua o Museu Vasa como prioridade. É uma aula de como se reconstrói uma história, como se conta uma história. Até porque, quase quatro séculos depois, o galeão é, finalmente, um orgulho da Suécia.

Por: Sergio Quintanilha às 22h58

Teste de voo - Frankfurt/Estocolmo - SAS

Voo: Scandinavian SK 2636

Rota: FRA/ARN (24/02)

Avião: Boeing 737-700

Matrícula: LN-RNU

Peso na decolagem: 58 600 kg

Combustível: 4 400 kg (viagem)

Passageiros: 121

Classe: executiva

Infelizmente, a Scandinavian (ou simplesmente SAS) não opera no Brasil. Assim, para ir até uma das três cidades que funcionam como hub da SAS (Estocolmo, Copenhague e Oslo), é preciso ir antes até uma das capitais europeias ligadas diretamente com o Brasil e fazer uma conexão. Como meu destino era Estocolmo, viajei pela Lufthansa, que faz parte da mesma aliança internacional da SAS, a Star Alliance.

Este era um voo de conexão que antecedia um terceiro voo, também pela SAS, rumo a Lulea, na Suécia. Mas vamos ao voo Frankfurt/Arlanda. Como disse no post anterior, pousei em Frankfurt sob neve. E foi assim que embarquei rumo à capital sueca. A neve que caía seria apenas um detalhe se não fosse o fato de que o majestoso aeroporto de Frankfurt reservou uma área remota para este voo da SAS. Mas, ao chegar de ônibus para embarcar no Boeing 737-700 LN-RNU, todos os passageiros ficaram sob a neve antes de subir por escada até a aeronave. Eu estava na classe executiva, mas tive de ficar mais de 5 minutos sob a neve até embarcar.

Não bastasse a desatenção no embarque, o avião ficou mais 29 minutos parado na pista, sem nenhuma informação para os passageiros, enquanto esperávamos uma vaga para decolar no intenso tráfego aéreo de Frankfurt. Decolamos com 36 minutos de atraso, desafiando a neve, e foi aí que a SAS mostrou suas virtudes. Eu já havia voado uma vez pela Scandinavian e havia gostado muito. Não foi diferente desta vez, apesar do frio no embarque.

Com 15 minutos de voo começou o serviço de bordo: bebidas e pretzel. Bebi um vinho tinto francês, Syrah, Côtes du Rhone. Aos 27 minutos de voo, mais uma demonstração do quanto é disputado o espaço aéreo europeu. Um avião passou bem embaixo de nós, provavelmenbte a 1 000 pés (300 m) de distância, da direita para a esquerda, no través de Dusseldorf.

Aos 34 minutos de voo foi servido o almoço (sim, ainda existe isso na aviação mundial!). Comi salada de camarão, carne, batata, ervilha e cenoura. De sobremesa, queijo e chocolate. Neste voo conheci Mikaela, uma das comissárias mais simpáticas que já vi. Ao servir o vinho do almoço, ela pediu desculpas pelo "vinho sueco muito gelado". Se lá embaixo a paisagem era toda branca, lá em cima tínhamos céu de brigadeiro, excelente, sem vento, sem turbulência. Com 50 minutos de voo, eu almoçava confortavelmnente sobre o Mar Báltico, e curtia aquilo. Até mesmo o velho e bom palito de dentes havia no almoço da SAS. Para completar, depois do almoço ainda serviram uma garrafa de Bailey's em miniatura.

O "November Uniform" é um dos 19 Boeing 737-700 integrantes da frota da SAS. Seu motor era um CFM56-7B. Pedi informações ao comandante e ele disse que o avião decolou com 4 400 kg "trip", o que me deixou em dúvida se foi a quantidade gasta em voo ou o total de combustível. Pela distância e pelos números de outros voos, acredito que havia o dobro de combustível, e ele utilizou 4,4 toneladas, o que dá cerca de 3 500 litros, segundo o colega Heymar Lopes Nunes, jornalista também presente no voo.

Ao completar 1h32min de voo, o Boeing da SAS iniciou a descida para Estocolmo, logo seguida de uma leve curva à direita. Lá de cima, uma paisagem fantástica, com tudo branco no chão. Depois de mais uma curva, desta vez à esquerda, o Boeing fez um pouso suave na pista do Arlanda. Ao parar totalmente na ponte de embarque e desembarque, 5 minutos depois de pousar, o avião tinha camadas de neve acumuladas na janela.

Avaliação do voo

Reserva: 7

Check-in: 10

Embarque: 2

Serviço de bordo: 10

Aeronave: 10

Entretenimento: 1

Conforto: 8

Comissários: 10

Pontualidade: 5

Milhagem: 10

Nota do voo: 7,3

Por: Sergio Quintanilha às 21h26

Teste de voo - São Paulo/Frankfurt - Lufthansa

Voo: Lufthansa LH 507

Rota: GRU/FRA (23/02)

Avião: Boeing 747-400

Matrícula: D-ABVX (foto)

Peso na decolagem: 371 200 kg

Combustível: 135 000 kg

Passageiros: 319 + 2 bebês de colo

Classe: executiva

É curioso como mesmo viajantes experientes cometem bobagens na hora de viajar. Foi o meu caso. Preocupado em carregar o mínimo de peso possível, despachei minha câmera fotográfica na mala, uma vez que não a usaria antes de chegar ao norte da Suécia, meu destino final. Já na sala VIP da Lufthansa em Guarulhos (a mesma do Smiles da Gol), fui advertido por amigos de que a máquina poderia congelar e se danificar no porão da aeronave. Tentei recuperar a mala minutos antes do embarque para tirá-la, mas não foi possível.

No embarque, a primeira surpresa. Além dos habituais champanhe, suco de laranja e água, os passageiros da classe executiva também foram brindados com a brasileiríssima caipirinha. Ponto para a Lufthansa. Meu assento estava onde mais gosto, na frente, na janela. No Jumbo da Lufthansa, o 3A localiza-se bem no nariz da aeronave, pois os pilotos ficam no deck superior. O espaço para as pernas é gigante. Com meu 1,82 m e as pernas totalmente esticadas, ainda restavam uns 30 cm de espaço para o assento da frente.

Partimos com 30 minutos de atraso. Depois de 10 minutos de taxi, o enorme Jumbo D-ABVX, pesando 371 200 kg, decolou na pista principal de Guarulhos com 135 000 kg de combustível. Eu disse quilos? Sim: na aviação, o combustível é medido em quilos e não em litros. Após a decolagem, o avião fez uma curva para a esquerda e já pegou a proa de Belo Horizonte. Logo após sobrevoar BH, a 31 000 pés de altitude, e voando a 968 km/h, o "Vitor X-Ray" (últimas letras de sua matrícula) apontou a proa para Mossoró, RN, e iniciou o serviço de bordo.

A tripulação era muito atenciosa. Pedi uma taça extra de vinho, fui atendido na hora. Entre Belo Horizonte e todo o Estado da Bahia enfrentamos uma turbulência moderada. Quando alcançamos o través de Aracaju (à direita), a 33 000 pés, foi servido o jantar, que teve como entrada salada de linguiça bávara, depois nhoque de batatas com cogumelos cremosos. Continuei no bom vinho tinto chileno, um Cabernet Sauvignon da casa De Martino. Não gostei nenhum pouco da comida, apesar da boa quantidade, e uma comissária me ofereceu outro prato, que recusei.

Às 22 horas, iniciamos a travessia do Oceano Atlântico voando a 33 000 pés e a 961 km/h. O comandante colocou o Jumbo na proa de Cabo Verde. Apesar da insistente turbulência, pois nossa altitude era muito baixa, acabei dormindo. Quando acordei, estávamos voando a 36 000 pés, já no través de Madri, a 848 km/h. Durante a noite, precisei da ajuda de uma comissária para deitar totalmente meu assento, pois os comandos não são muito amigáveis. Tomei o café da manhã sobre os Pirineus, com alguma turbulência. Um croissant quentinho e um ótimo café preto compensaram o jantar abaixo da média para uma classe executiva.

Na altura de Toulouse, voando em direção a Lyon, pude ver com meus próprios olhos como o espaço aéreo europeu é congestionado. Cruzamos com um jato Falcon apenas 1 000 pés abaixo (cerca de 300 metros). Aqui, vale uma explicação. Os aviões utilizam a mesma aerovia para ir e vir, mas são separados em 1 000 pés. Assim, íamos a 36 000, enquanto outros aviões vinham em nossa rota a 35 000 e a 37 000 pés, e assim por diante.

Faltando cerca de uma hora para o pouso, o Jumbo da Lufthansa fez uma longa curva à esquerda. Restando apenas 562 km para chegar a Frankfurt, estávamos a 38 000 pés e com uma velocidade de 872 km/h. Mais uma curva à esquerda e tomamos a proa de Zurique. O céu estava azul na gelada manhã europeia, com uma camada de nuvens brancas lá embaixo. Para meu espanto, cruzamos mais um avião, que não consegui identificar, indo à nossa esquerda, direção Norte-Noroeste de nossa aeronave. Sua proa era provavelmente Luxemburgo.

Faltando cerca de 40 minutos para a hora prevista para o pouso, o Boeing 747-400 iniciou uma lenta descida. Quando sobrevoava Zurique, a 32 000 pés, fez uma terceira curva à esquerda e apontou para Stuttgart, já na Alemanha. Quando descemos a 31 000 pés, pude observar um arco-íris pela janela. Lá embaixo, dava para ver a neve cobrindo o sul da Alemanha. Nos minutos finais de voo, os monitores passaram a exibir os portões dos voos de conexão. Pousamos às 10h25 locais, sob neve, com o avião balançando um pouco. Foi a primeira vez que fiz um pouso nessas condições. Finalmente, às 10h33, os motores do "Vitor-X-Ray" foram desligados, após um ótimo trabalho de quase 12 horas.

Ah! E a máquina chegou sã e salva.

Avaliação do voo

Reserva: 10

Check-in: 10

Embarque: 9

Serviço de bordo: 8

Aeronave: 10

Entretenimento: 8

Conforto: 9

Comissários: 10

Pontualidade: 8

Milhagem: 10

Nota do voo: 9,2

Por: Sergio Quintanilha às 18h50

Um giro pela Europa

Estou de volta ao Brasil depois de um giro de oito dias pela Europa. Conforme prometido, vou fazer alguns posts sobre a viagem, a saber:

- Teste de voo - São Paulo/Frankfurt/Estocolmo - Lufthansa

- Estocolmo

- Teste de voo - Estocolmo/Genebra - EasyJeat

- Genebra

- Teste de voo - Genebra/Frankfurt/São Paulo - Lufthansa

Espero que gostem das informações e impressões. E escrevam seus comentários, mesmo que não gostem ;-)

Por: Sergio Quintanilha às 18h34

Calma, Bete, calma!

Queridos amigos, já tenho bastante coisa para postar sobre Estocolmo, Genebra e os voos, mas simplesmente não está dando tempo de escrever, pois estou no meio da cobertura do Salão de Genebra, com montes de compromissos. E não quero escrever de qualquer jeito. Por isso, peço desculpas.

Por: Sergio Quintanilha às 19h49

Círculo Polar Ártico

Não é fácil chegar a Arjeplog, uma cidadezinha no Nordeste da Suécia, quase colada ao Círculo Polar Ártico. O que diabos fui fazer em Arjeplog? Visitar o Papai Noel? Não, apesar de a população um pouco mais ao norte garantir que o bom velhinho veio dali. Em Arjeplog fica um imenso lago que os fabricantes de automóveis transformam em pista, nos meses de dezembro a março, para testar os carros em condições extremas.

Levei 30 horas para viajar de São Paulo a Arjeplog, trocando de avião em Frankfurt, trocando de novo de avião em Estocolmo e depois pegando um ônibus para percorrer os últimos 245 km em estradas cobertas de neve.

Fazia -35 graus quando cheguei a Arjeplog. Não havia hotel disponível para todo o nosso grupo, pois a cidade é muito pequena, de forma que eu mais quatro colegas tivemos de nos instalar em apartamentos que ficam vazios durante o inverno.

Felizmente, no segundo dia a temperatura subiu para -17 graus e no terceiro dia para -3 graus, o que tornou minha estada em Arjeplog mais suportável. Entretanto, no final da tarde que fez -17 graus eu e mais dois colegas saímos para procurar um bar, algum lugar onde passar o tempo, quando literalmente congelei por dentro. Voltamos rapidamente para o apartamento de minha amiga e eu sentia meu corpo gelado por dentro. Achei que teria uma hipotermia. Felizmente conseguimos ligar o fogão elétrico e fazer um chá, o que me deixou melhor.

Dirigir na neve é uma experiência incrível, mas isso eu vou contar na matéria que farei para a revista Motor Quatro.

Evidentemente, Arjeplog e região é um lugar que não recomendo para ninguém, até porque a entrada nas pistas de testes é proibida. Se, apesar de tudo, alguém quiser arriscar, sugiro os meses de primavera ou verão europeu, quando a região fica habitável e muito bonita. O Hornavan Hotell (www.hornavanhotell.se) é o melhor de Arjeplog. A comida é feita basicamente de carne e peixe. É saborosa. O melhor vinho que encontrei foi um tinto... chileno! Na noite em que quase congelei, participei de um jantar viking. Todos numa cabana, em volta de uma fogueira, saboreando ótimo salmão cru e deliciosa carne de alce. Infelizmente não consegui beber na cabeça do inimigo ;-)

Finalmente, o ponto onde alcançamos o Círculo Polar Ártico é decepcionante. Tem uma placa mixuruca e a citação em várias línguas de que ali começa o círculo. Bem que poderia ter feito uma escultura, talvez em pedra, de um globo terrestre com a localização exata de onde se está.

Infelizmente, não consigo postar hoje as fotos que fiz porque perdi o cabo que passa as fotos da câmera para o notebook. De qualquer forma, deixo uma aqui, da própria internet, para vocês terem ideia do que estou falando.

E agora que percorri os 245 km de volta e depois peguei um voo de 80 minutos entre Lulea e Estocolmo, posso dizer que estou muito mais feliz na civilização.

Por: Sergio Quintanilha às 14h54

De volta à civilização

É muito bom estar de volta à "civilização", depois de passar três dias próximo ao Círculo Polar Ártico. Estocolmo é uma cidade bonita, mas como a neve está derretendo, algumas áreas ficam com paisagem suja, feia.

O hotel Sheraton, obviamente, é tudo de bom.

Já estive hoje no bar de gelo da Absolut. Não recomendo. Já estive em algo parecido em Las Vegas, o que foi curioso porque lá estavámos com 40 graus e entramos num ambiente de -5 graus.

Tenho dois testes de voos feitos e pretendo postá-los em breve.

Por: Sergio Quintanilha às 14h09

Sobre o autor

Sergio Quintanilha, 48 anos, é jornalista. Criador da revista Minha Viagem e publisher da revista Motor Quatro, da Editora Cadiz, e fundador da Avião Revue, da Motorpress Brasil. Viajante desde os 13 anos, nasceu em Maringá, mora em São Paulo, vive no mundo e acredita que não existe presente melhor pra si mesmo do que uma viagem.

Sobre o blog

Descubra a alma das cidades, conheça os melhores lugares para se hospedar e tire o máximo de sua viagem de avião ou de carro. Aqui você encontra dicas de passeios, promoções de viagens e crônicas de um eterno viajante.

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